OS RASTROS PERDIDOS: O ESTATUTO CRIMINAL DA BRUXARIA NA
INGLATERRA DO SÉCULO XVII
Bruno Galeano de Oliveira Gonçalves
Mestrando, Universidade de São Paulo
bruno_galeano@yahoo.com.br
I
Durante séculos a bruxaria foi passível de punição. Mas isso não significa que ela
tenha sido um crime que abarcou sempre as mesmas práticas mágicas, considerado
ofensivo da mesma maneira e punido do mesmo modo. O estatuto da bruxaria seria
estabelecido a partir de uma noção da mesma e de um contexto legal, de modo que, apesar
das permanências, a bruxaria como crime estaria sujeita à atuação dos processos históricos.
Na Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVII, a bruxaria foi considerada um dos
crimes mais perigosos e nefastos, senão o mais perigoso e o mais nefasto.
Desde o final da Idade Média, tinha se tornado hegemônica entre os letrados e as
autoridades a opinião de que a bruxaria era uma realidade e traria tormentos aos cristãos
através de um pacto diabólico. Assim dizia o Malleus maleficarum, no final do século XV:
“a opinião mais certa e mais católica é a de que existem feiticeiros e bruxas que,
com a ajuda do diabo, graças a um pacto com ele firmado, se tornam capazes, se
Deus assim permitir, de causar males e flagelos autênticos e concretos, o que não
torna improvável serem também capazes de produzir ilusões, visionárias e
fantásticas, por algum meio extraordinário e particular” (KRAMER; Segundo o trecho essa realidade é enfrentada na Africa MILHÕES DE CRIANÇAS AINDA SOFREM ESSE TIPO DE ABUSO : LAMENTAVEL!
INGLATERRA DO SÉCULO XVII
Bruno Galeano de Oliveira Gonçalves
Mestrando, Universidade de São Paulo
bruno_galeano@yahoo.com.br
I
Durante séculos a bruxaria foi passível de punição. Mas isso não significa que ela
tenha sido um crime que abarcou sempre as mesmas práticas mágicas, considerado
ofensivo da mesma maneira e punido do mesmo modo. O estatuto da bruxaria seria
estabelecido a partir de uma noção da mesma e de um contexto legal, de modo que, apesar
das permanências, a bruxaria como crime estaria sujeita à atuação dos processos históricos.
Na Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVII, a bruxaria foi considerada um dos
crimes mais perigosos e nefastos, senão o mais perigoso e o mais nefasto.
Desde o final da Idade Média, tinha se tornado hegemônica entre os letrados e as
autoridades a opinião de que a bruxaria era uma realidade e traria tormentos aos cristãos
através de um pacto diabólico. Assim dizia o Malleus maleficarum, no final do século XV:
“a opinião mais certa e mais católica é a de que existem feiticeiros e bruxas que,
com a ajuda do diabo, graças a um pacto com ele firmado, se tornam capazes, se
Deus assim permitir, de causar males e flagelos autênticos e concretos, o que não
torna improvável serem também capazes de produzir ilusões, visionárias e
fantásticas, por algum meio extraordinário e particular” (KRAMER; Segundo o trecho essa realidade é enfrentada na Africa MILHÕES DE CRIANÇAS AINDA SOFREM ESSE TIPO DE ABUSO : LAMENTAVEL!

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